Quem sabe ainda sou uma garotinha

março 1st, 2008 by Beta | Filed under Viagens da Alma.

É tão mais fácil ser uma garotinha! Eu penso nisso sempre, me preocupo em lembrar-me disso sempre, mesmo não encarando a maturidade como algo que machuca. Eu consigo fugir de mim quando vou de encontro àquela que eu fui e, pasmem, também consigo voltar segura e consciente quando bem quero – ou preciso. Ser uma garotinha não me impede de ser mulher, apenas faz de mim a combinação de tudo o que necessito para realmente ser.

Sim, eu sou agora porque já fui.

Mas há momentos na vida em que a gente não pode ser uma garotinha, momentos esses em que é preciso agir como mulher e confesso ser isso o que me incomoda: a obrigação. Quero poder escolher quando ser adulta ou não, é um direito que eu gostaria de possuir e que me fosse dado sem questionamentos, assim como toda criança deveria ter direito a saúde e educação. Não é assim que funciona, eu sei.

Então eu fico aqui revoltada com as regras impostas por quem eu desconheço, emburrada, irritadiça – faço bico. Posso até mesmo ser chamada de infantil no momento exato em que esperam de mim uma reação oposta. E, se eu quero ser apenas uma garotinha, isso não significa que não desejo que esperem o que quer que seja de mim?! Ah, mas é claro, de nada importa a minha vontade agora, porque é hora de ser mulher.

2 Responses to “Quem sabe ainda sou uma garotinha”

  1. Luma disse:

    Para essas pessoas que te desconhece, talvez seja melhor esconder a garotinha, ou melhor, mostrar apenas o seu lado adulto. se é difícil para quem nos conhece, entender o nosso jeito de ser, dá para imaginar quem não nos conhece? :) Boa semana! Beijus

  2. Tem milhares de horas que sou um garotinho. Emburro, fico irritado, teimoso. Pior, confesso que tenho dificuldade em mudar isso, mesmo sabendo que esta birra não leva a nada. Quem sabe agora, quem sabe daqui pra frente…

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